domingo, 27 de abril de 2014

Semana 2 - Meditar:Como começar?

A Mariana enviou-me os textos todos para eu ir publicando. Mas a verdade é que dentro da minha organização descontrolada, não tenho conseguido chegar a tudo. Posso dar-te muitos motivos mas talvez o maior de todos é a minha necessidade de equilibrar as rotinas e manter tudo na maior serenidade. O meu objectivo já deixou de ser fazer mais em menos tempo - eu não quero ser mais produtiva. Aquilo que eu quero mesmo é estar. E quando se está mesmo não é possível estar-se a fazer mil coisas ao mesmo tempo. Não é possível estar-se a pensar em quinze mil outras coisas. Está-se. E por isso há coisas que ficam atrasadas. Felizmente a vida volta às rotinas normais e eu sinto que voltei aos trilhos. Por isso aqui está a segunda semana da Mariana, que está mais próxima até de ser a 3ª :) Mas, se fores como eu, continuaste a fazê-lo [quase] todos os dias.



Já te decidiste a meditar mas agora surge o problema: por onde é que eu pego “isto”? Os tipos de meditação de que falei da semana passada são uma orientação importante para saber o que fazer mas o mais importante por agora é parar. Não estamos habituados a parar, aliás a nossa vida hoje em dia é tudo menos isso daí que eu acredite que seja fundamental reservarmos na nossa agenda diária 5-10 minutos para parar ou acabará por cair no esquecimento. Mais conselhos práticos:




- Escolhe de preferência sempre a mesma hora e o mesmo sitio para meditar. O facto de fazer estas coisas sempre da mesma maneira ajuda a criar uma rotina e a preparar ao cérebro para a função que vamos desempenhar a seguir.

- O lugar deverá ser calmo, confortável, com temperatura amena e livre de distracções. Desliga o telemóvel!

- Ter um alarme. É difícil concentrar-nos em meditar se tivermos de estar sempre a controlar o tempo. "Já passou? Ainda falta?" O melhor é pores um alarma com o tempo que estipulaste, quando a meditação terminar o alarme avisa-te e entretanto tu relaxas com isso.

- A posição: sentado, não deitado, com a coluna direita e apoiada. Se for no sofá, procura que seja firme, senta-te no chão com as costas apoiadas na parede (é a minha preferida), em cima de uma almofada, num banco de jardim...o que quiseres!), inspira um par de vezes sentido o ar entrar e sair do peito. Sente o silêncio, nota como o corpo vai abrandando o ritmo e relaxando a cada inspiração... sente, e quando já estiveres mais calmo começa com a prática do método que escolheste.




Também podes ficar só por aqui, respirando e sentindo o silêncio e o teu corpo. Notarás que assim que estiveres relaxado a tua mente começará a trabalhar e é ai que tens de voltar a puxá-la para onde queres. A mente é teimosa, como uma criança que luta contra o sono ela luta contra o adormecimento mas nós temos de voltá-la a pô-la no sitio, fazê-la (e não manda-la) acalmar. Com a continuidade notarás que isto será cada vez mais fácil. É preciso persistência.

Antes de terminar quero deixar claro que a meditação é para TODOS. De certeza que já meditaste e nem deste por isso! Não se trata de nenhum dom especial que algumas pessoas têm. Todas são capazes de o fazer, conseguir ou não depende do treino.




Boas meditações!




* As opiniões aqui descritas são uma orientação, não um método nem nenhuma regra o que significa que a tua experiência pode ser diferente não invalidando nenhuma das duas.

sábado, 19 de abril de 2014

Semana 2 - Meditar: como?

Felizmente existem inúmeras maneiras de lá chegar porque cada pessoa é diferente e umas andam melhor por um caminho do que por outro mas o que interessa é todas chegarem ao mesmo sitio! Dito isto

Podemos dividir a meditação em 4 tipos:

- Meditação através da concentração: na respiração, por exemplo
- Meditação através do pensamento: mantras repetidos até vibrarmos nessa frequência
- Meditação através da visualização: incitar a mente a imaginar uma determinada situação
- Meditação através da vivência: explorar um objecto através dos 5 sentidos.  

Como vês a meditação é tudo menos o "não pensar em nada". O que fazemos é dar uma tarefa à mente para que o seu lado mais consciente se entretenha enquanto nós observamos os nossos pensamentos. Meditar é isso, observar os nossos pensamentos sem ficarmos entretidos neles. Sabe tão bem! É como estar a ver um filme, o nosso. Já te aconteceu ver um filme e já estar a prever o fim? Imagina que consegues fazer o mesmo com a tua vida. Fantástico, hã? 

Mas como chegar lá? 

De certeza que quando leste as 4 opções ali em cima ouve uma que te chamou mais à atenção. Começa por essa. Não quer dizer que seja a tua, mas é a ideal para começares. Depois de escolher uma opção informa-te sobre ela e depois... treina! É preciso persistência. Não se consegue controlar a mente de um dia par ao outro, tal como não se perdem 20 kilos num dia e meio. É preciso tempo e treinar, treinar, treinar... 

Muita gente me pergunta sobre a meditação guiada e vou dizer-te o que me parece (obviamente é apenas a minha opinião e vale o que vale). A meditação guiada é óptima para quem começa, para teres uma ideia do que podes fazer ou se tiveres algum objectivo a atingir (e que essa meditação aborde) mas se o que queres é ouvir-te a ti, é limitativa no sentido que não te ouves a ti, és levado a pensar naquilo que o guia te diz portanto, é boa ou má dependendo do teu objectivo. Apenas isso.  


Até para a semana! 


* As opiniões aqui descritas são uma orientação, não um método nem nenhuma regra o que significa que a tua experiência pode ser diferente não invalidando nenhuma das duas.



segunda-feira, 14 de abril de 2014

Semana 1 - Meditar: para quê?



Ouves "Meditação" e a imagem que tem vem imediatamente à cabeça é a de um monge budista, certo? Ou a de um homem magro, desgrenhado e barbudo que vive isolado nas montanhas e passa o dia em transe. Ora, se não somos nada disso vamos meditar para quê? 

Simples. Para nos ouvir, para nos entendermos melhor, para termos um guia só nosso, para estarmos mais calmos, para encontrar respostas (sim, respostas), para controlar a nossa vida em lugar de sermos arrastados dia após dia por uma onda frenética que ninguém sabe de onde vem mas toda a gente sente (e detesta). Meditar é entrar em contacto com aquela voz interior que toda a gente tem mas pouca gente ouve. Não tem nada a ver com religião (embora todas as religiões/filosofias tenham uma componente meditativa), tem a ver com humanidade. Somo humanos logo conseguimos (precisamos e devemos) meditar.

Mas como é que eu faço isso? Porque se por um lado digo que todos conseguimos e devemos fazê-lo,também é verdade que ninguém nos ensina isso (pelo menos no mundo ocidental) e é normal que não saibamos como.
Existem 4 tipos diferentes de meditação:

- Meditação através da concentração: na respiração, por exemplo.
- Meditação através do pensamento: mantras repetidos até vibrarmos na sua frequência.
- Meditação através da visualização: incitar a mente a imaginar uma determinada situação.
- Meditação através da vivência: explorar um objecto através dos 5 sentidos.  


O objectivo é todo o mesmo, a maneira de chegar lá é que muda. Cada pessoa terá também uma tendência natural para se dar melhor com um tipo do que com outro e mesmo essa pessoa pode variar de tipo de meditação. Não é preciso muita ciência para saber qual, às vezes o motivo é mesmo “simpatia”, se achas um tipo de meditação mais interessante do que outro é por esse que deves começar. Vais precisar de treinar e de insistir por isso convém que seja um método que te agrade.

Vou-te dar a conhecer cada uma desta práticas nas próximas semanas mas primeiro gostaria que eliminasses uma ideia errada que muita gente tem sobre a meditação. Meditar não é "não pensar em nada”. Isso é FALSO. Somos seres racionais, estamos feitos para pensar e inevitável que o façamos por isso meditar é mudar o foco da nossa atenção e dirigi-la para onde queremos. É controlar o pensamento ou o que sentimos quando pensamos.
Preparado para começar? Podes tirar 5 minutos em silêncio todos os dias para ti, pesquisar online, ler sobre o assunto, perguntar a quem conheças, juntar-te a um grupo de meditação, meditações guiadas e até existem aplicações para o telemóvel! A escolha é enorme, não tens como dizer que não!

Boa semana! 

* As opiniões aqui descritas são uma orientação, não um método nem nenhuma regra o que significa que a tua experiência pode ser diferente não invalidando nenhuma das duas.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Abril começou e eu não quero mais

O Desafio Fazer Acontecer tem chegado a muita gente.

E Abril começou e com ele começou o desafio Meditar-e que te é trazido pela Mariana, do My Zen Moments, um grupo fechado no Facebook.

Abril começou e eu estava de férias. Viajamos sem computador e para onde fomos não há wireless à borla nem o tempo todo Foi bom desligar-me. Mas duro. Confesso que não estar ligada, que não escrever nem aqui nem aqui já me faz confusão e cria-me alguma ansiedade. E tudo isto é um enorme disparate. É um sinal dos tempos, é certo. Mas não é bem isto que desejo para mim. Desejo liberdade. E neste momento liberdade é não estar conectada e fazer acontecer as minhas coisas.

Abril começou e eu estou a começar a desconectar-me aos bocadinhos. E meditar ajuda-me. Porque estou presente no meu momento. E sabe-me bem. Parece que tinha desaprendido. É tão estranho, sabes?

Abril começou e com ele começaram as corridas enquanto a minha filha mais velha vai para a dança. E nesses momentos, embora não esteja desconectada - porque vou a ouvir a radio e com o runkeeper - a verdade é que esse é o meu momento.

Abril começou e eu sinto-me quase vencida pelo ritmo que as semanas, depois das férias, podem ter.

Abril começou e eu procuro equilibrar tudo focando-me nas rotinas do dia-a-dia. Nas deles e nas minhas.E embora muitas vezes faça de conta que está tudo bem e 'nas calmas', não está. Mas o fazer de conta ajuda tanto.

Abril começou e eu sinto que já terminou.

É tão estranho mas sei que não sou a única que sinto isto.
Por isso é que este desafio é tão importante.

E Abril começou e eu continuo a berrar baixinho, e eu continuo a deitar 5 coisas fora, quase todos os dias [deitar fora, dar, desfazer-me...], continuo a fazer a cama [quase] todos os dias. Mas decidi conscientemente ter mais tempo para mim: corrida, natação e leituras à noite. Decidi, conscientemente pousar o telemóvel longe de mim, sempre que chego a casa.

Mas a ter de melhorar nisto tudo porque é difícil, o ritmo que os nossos dias têm e as notificações [que entretanto desliguei].

domingo, 6 de abril de 2014

Meditar com a ajuda de Apps - eu estou a adorar!

Uma semana de férias sem computador, sem 3G e só com rede wifi quando estivesse em certos locais. Wifi à borla em locais públicos? Isso é cá :)

Bom, seja como for, confesso que foi simultaneamente angustiante e bom estar sem computador.
Bom porque já não estava desconectada assim há muito tempo. É bom fazer um refresh às sensações e estar mais presente. Angustiante porque criei esta relação com quem lê este e este blogue e fica difícil controlar a vontade que tenho em postar. 

Bom, a verdade é que comecei a meditar duas vezes por dia. Umas vezes 10 minutos, outras 5 e outras 15.
E sabes o que é que eu percebi?

Percebi que isto causa dependência boa e que é um momento só meu e que o tenho de fazer acontecer.

Continuo a meditar com ajuda [ou seja, recebo indicações do que fazer] e para isso uso estas Apps. Sinto que mais cedo ou mais tarde não vou precisar e poderei meditar em qualquer lado, bastando para isso querer.

Seja como for, e se for do teu interesse, aqui ficam as 3 apps grátis que me ajudam a chegar lá:

MedLogFree
Headspace
Breathe

O que eu mais gosto é do último porque permite fazer uma série de coisas, nomeadamente ver como nos sentimos e depois escolher qual é o tipo de meditação mais adequado.

Para fazeres o download, basta ires às aplicações do teu telm. e fazer um search por Meditation Breathe. São todas em inglês.

Nisto tudo o interessante é que se começa a meditar mesmo! Talvez os mais puristas digam que isto não é meditar... não sei. Sei que estou a gostar, a tomar-lhe o gosto e este era o meu objectivo. 

E tu, como vai isso?






terça-feira, 1 de abril de 2014

Meditar-e




Abril é mês do meditar.

Para mim vai ser um dos maiores desafios porque a minha natureza é outra. Tenho bichos carpinteiros e não sei estar parada muito menos a nível de ideias e de coisinhas para fazer e fazer acontecer.

MAS preciso e quero desacelerar. Comecei em Março a meditar de forma orientada e em movimento. Não conseguia nem me autorizava parar e por isso comecei com uma APP que a Gwyneth Paltrow recomendou no Goop. Chama-se headspace e o nome já diz tudo.

Meditar é uma nova ferramenta/capacidade e tem de ser treinada. Eu precisei de orientação e que me dissessem o que fazer. Hoje dou por mim a fazê-lo muito mais rapidamente e sem orientação... E é o meu momento.


Quem nos vai orientar este mês e dar dicas é a Mariana, que me provocou para experiementar e focar-me e não me largou. De lá longe, das Inglaterras! Obrigada por nunca desistires!

Desafio Meditar-e

Neste mês quem vai escrever é a Mariana. Aqui ficam as suas palavras inspiradoras :


A minha experiência


A Magda pediu-me para falar sobre a minha experiência na meditação e eu também achei interessante especialmente porque eu não sou nenhuma expert em meditação. Enganei-te bem? Ahaha! Tudo o que sei aprendi com o tempo, com quem já sabia, com alguma curiosidade e muito treino. Isto quer dizer que há uns anos atrás eu estava no mesmo patamar que tu: meditar para mim era chinês e isso é muito bom sinal, significa que se eu cheguei até aqui tu também podes!

Comecei a meditar com o incentivo e ajuda do colégio (católico) em que andava. Depois disso li muita coisa, experimentei Yoga e a meditação hindu, meditação tibetana e meditação guiada também (cada uma usa técnicas diferentes). Hoje em dia pratico a "minha" meditação. 

Sabes? Com todas estes experiências aprendi que faça que tipo de meditação fizer, a voz é sempre a mesma: a minha. E adoro-a! Uma voz muito mais calma e sábia do que eu mas que segue sempre os meus princípios e por isso confio nela a 100%. Quando as pessoas dizem que quem medita está sempre acompanhado penso que é a isso a que se referem. Somos duas vozes na mesma pessoa e como sabes, duas podem sempre mais do que uma só. 

Penso que uma das coisas que a meditação me dá e eu mais gosto é esta paz e esta confiança. O poder de saber que quem marca o tempo sou eu e que o que não consigo fazer, paciência, não cai o mundo por isso. Tudo isto porque passo tempo a ouvir(-me) esse/a sábio/a conselheiro/a que está sempre à distância de um simples "Ei..." (Vocês não imaginam a quantidade de coisas parvas que eu às vezes lhe pergunto...)

Às vezes pergunto-me porque é que depois de ter descoberto esta maravilha, abandonei-a e estive anos sem meditar. Não sei, parvoíces que se fazem. Só sei que desta vez não volto a largar por nada!


Boa sorte para todos e tudo de bom!


* As opiniões aqui descritas são uma orientação, não um método nem nenhuma regra o que significa que a tua experiência pode ser diferente não invalidando nenhuma das duas.

terça-feira, 25 de março de 2014

5 coisas menos






Eu sei que o Minimiza aconteceu no mês passado. Mas, de alguma forma, este Desliga-te tem tanto a ver com o Minimiza que hoje quero partilhar uma dica que li num livro que peguei na Fnac – não tenho o nome aqui mas prometo que partilho contigo e que te falei num post anterior.

Dizia ele: livra-te de 5 coisas todos os dias.
Quem quer entrar neste desafio? Durante um mês, a contar de hoje [já!!] , vamos fazer isto todos os dias. Eu disse fazer, não disse ‘tentar fazer!’
Dar, vender ou simplesmente deitar fora.
Tenho a certeza que me sentirei muito melhor… enfim, já me sinto porque já comecei!

Do que precisas? De te lembrares disto todos os dias. Eu coloquei um lembrete no meu telemóvel. E vou pedir 3 caixas que colocarei em lugar estratégico com uma etiqueta a dizer:

Dar
Vender
Pensar

Há uma terceira caixa que é o caixote do lixo!
E que tal partilhares isso no Instagram? É aqui!

Quem já tem?

Ah! E sabias que se entregares um saco de roupa na H&M eles dão-te um vale de 5 euros para gastares sempre que fizeres compras num valor mínimo de 30 euros? E não, não me pagam nada por este post… é uma ideia para minimizares…! J E lucrares com isso!

sábado, 22 de março de 2014

Minimizar - ainda o desafio deste mês

Confesso que uma das coisas que me tira energia é a confusão das coisas. Quem me conhece na intimidade sabe que sou desorganizada embora admire e tenha necessidade de ordem. Gosto de discursos estruturados, pessoas claras e não gosto, a não ser que seja em poesia e literatura, de coisas pouco óbvias ou subliminares. Gosto de coisas arrumadas, gosto de abrir gavetas organizadas, gosto de linhas puras, do simples, do natural.

Luto há anos por diminuir, diminuir. Por reduzir, reduzir e manter-me no essencial. E a cada dia que passa percebo que é muito difícil embora, quando olho para trás, acredito estar bem melhor.

Hoje partilho um mantra que tem estado na ordem dos meus dias:

Deitar 5 coisas fora, todos os dias [se não for deitar fora, é doar ou vender]. 

Pensei que fosse ser fácil. Não é. Talvez por isso se chame um desafio. Afinal, minimizar tem muito que se lhe diga. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Inspiração e ideias boas para este final de semana

A Felicidade depende de ti - E não depende de uma conta bancária. De seres mais magra. De teres um guarda-vestidos assim e assado. Do dia em que mudares de emprego ou que finalmente chegares ao dia da tua reforma. A felicidade está no jeito em que te colocas perante a vida e na forma como decides olhar para o que tens e na tua decisão em fazeres acontecer as coisas que desejas.

Viver de forma consciente – E não andar aqui por ver andar os outros. Cada vez mais estou convencida que temos mesmo [sim, sim, em forma de obrigação] de viver com os olhos bem abertos. Eu estou conscientemente alerta para o impacto do meu comportamento e das minhas decisões no que respeita a forma como comunico com os outros. Eu estou consciente em relação aos produtos que ponho na mesa, os produtos que uso para limpar a casa e o impacto das minhas decisões a esse nível, no mundo que me rodeia.

Oh! Desculpas!  - É curioso que quanto maior é a minha noção em relação à responsabilidade que tenho naquilo ue escolho fazer, menos coragem tenho de inventar desculpas... Fico mal perante mim...

Falar com gentileza para comigo – enfrentando os medos e olhando bem para aquilo que digo – será uma justificação, uma descupa que estou a arranjar ou mesmo assim?





http://desafiofazeracontecer.blogspot.pt/

quinta-feira, 6 de março de 2014

Março | Desliga-te | Do or do not. There is no try.





Dia 6 de Março é hoje. Juro que não dei conta do tempo ter voado desta forma.

Ontem dei por mim a olhar para o calendário, a apontar datas e a dizer-me 'este ano não consigo fazer isto e aquilo', com uma ponta grande de tristeza mas ciente que não consigo chegar a tudo.

O meu desejo não é, de todo, fazer mais. É fazer melhor e com maior impacto. Confesso que confundo, mais vezes do que o desejaria, as duas condições mas começo a perceber, devagarinho, onde e quando devo colocar o pé no travão. Este é mesmo o mês ideal para isso, não se chama-se ele o 'Desliga-te'.

Enquanto que a maior parte das pessoas irá desligar-se da TV, eu irei desligar-me da rede. 

Não vou deixar de postar mas preciso de concentrar-me no que quero mesmo fazer este ano, sob pena de andar a escrever sobre um desafio fazer acontecer 2014 e passar ao lado das minhas coisas. Ironico, não? Não é nada disso que eu quero. Eu quero fazer acontecer o meu 2014. 

Seja como for, vou querer continuar a inspirar-te. 
Vou deixar feedback que me vai chegando dos participantes, imagens e frases que nos enchem o coração.

Mas a verdade é esta: quando queremos muito uma coisa, arranjamos um jeito. Quando queremos mais ou menos, arranjamos justificações. Eu sei. Eu já fiz isto e continuo a fazer no que quero menos ou com menos força.

E é isso. 
Este mês preciso de desacelerar numas coisas, terminar outras e fazer acontecer o meu 2014.

Espero que me acompanhes. Espero que tenhas a força para te desligar do que não te acrescenta nada (TV, redes ou outros) e que faças o que tens de fazer para fazer acontecer o teu 2014.

Vemo-nos por aí e seguramente em Abril.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Feedback Desafio Berra-me Baixo. Obrigatório Ler

"Tenho participado no desafio berra-me baixo ao meu ritmo, sem grandes compromissos ou metas, que é como acho que me corre melhor. Hoje é a primeira vez que me apetece partilhar. 

Os resultados têm aparecido mas hoje foi especial pois senti-me verdadeira e completamente em controle da situação e lidei com ela sem um único berro. 

É uma sensação incrível, de segurançapoder mesmo, no bom sentido. E se é para mim, é-o para a minha filha (3 anos e meio) também. 

A história: estamos a mudar de casa, para o centro da cidade. Hoje precisei de fazer um recado e deu-me jeito estacionar na garagem da casa nova. Perguntei à minha filha se queria vir e depois ir a pé para a escola. Ela disse que sim. No caminho, depois de terminado o recado, ela estava muito excitada, corria, saltava, escondia-se... Quando chegamos a uma estrada com carros eu disse que não podia correr mais e tinha que me dar a mão até à escola. Ela não conseguiu parar. Fugia, quando lhe dava a mão esperneava, ria com aquele riso de nervosismo, de quem não consegue parar de rir. Pousei as minhas coisas, parei e não a deixei avançar, dizendo que ela tinha que se acalmar antes de podermos continuar. Esperei calada. Por duas vezes ela disse que já estava calma mas continuou a correr. Só à terceira é que resultou. Tudo terminou com um "desculpa mãe". Lá fomos até á escola, com ela aos saltinhos mas sempre de mão dada. 

Isto não aconteceu de um dia para o outro e já usei este tipo de estratégias várias vezes sem que corresse tão bem. Mas hoje compensou todo o esforço. 

O espontâneo pedido de desculpas também me deixou feliz porque é algo que ela tem aprendido com o nosso exemplo. Sempre que achamos que fazemos algo mal (como berrar muito) pedimos desculpa. 

Resolvi partilhar este momento porque me parece mesmo importante não esquecermos que dos resultados pequenos vão nascer enormes mudanças."

Ana F. Monteiro